Como os juros são calculados (em termos simples)
Em qualquer cálculo de juros, você costuma ver estes elementos:
- Capital (): o valor inicial (principal).
- Taxa (): a taxa por período (ao mês, ao ano etc.).
- Tempo (): o número de períodos.
- Montante (): o resultado final (capital + juros).
O detalhe mais importante é alinhar o período da taxa com o período do tempo. Por exemplo: se a taxa é mensal, o tempo deve estar em meses.
Juros simples: quando a taxa incide só no capital inicial
Nos juros simples, os juros são proporcionais ao tempo e calculados sempre sobre o capital inicial. Uma forma comum de representar é:
Fórmulas (juros simples)
Juros:
Montante:
Em termos práticos, juros simples são mais comuns em exemplos didáticos e alguns contextos específicos. Em investimentos, o padrão costuma ser juros compostos.
Juros compostos: juros sobre juros (o efeito bola de neve)
Nos juros compostos, a taxa incide sobre o capital inicial e também sobre os juros que já foram acumulados. Isso cria um crescimento que tende a acelerar com o tempo.
Fórmula (juros compostos)
Montante:
Onde é o capital, é a taxa por período e é o número de períodos.
É por isso que pequenas diferenças de taxa e, principalmente, de tempo podem causar grandes diferenças no resultado final. Use o simulador acima para ver esse efeito na prática.
O que mais muda o resultado (além da taxa)
- Tempo: quanto maior o prazo, mais forte tende a ser o efeito dos juros compostos.
- Aportes: investir um valor mensal pode acelerar muito o crescimento do montante.
- Frequência de capitalização: juros mensais, anuais e diários podem gerar resultados diferentes, mesmo com “taxas equivalentes”.
- Inflação e impostos: o que importa é o ganho real (acima da inflação) e o retorno líquido.